O Paraná abateu 6,501 milhões de suínos no primeiro semestre de 2026 e manteve a posição de segundo maior Estado do país na atividade, segundo dados da Pesquisa Trimestral de Abate de Animais do IBGE analisados pelo Departamento de Economia Rural (Deral).
O volume representa 21% de todos os suínos abatidos no Brasil entre janeiro e junho.
Na produção de carne, a participação paranaense foi ainda ligeiramente maior, de 21,3% do total nacional, com 623,641 mil toneladas produzidas no período.
Abate cresce 1,6% no Paraná
Na comparação com o primeiro semestre de 2025, quando 6,397 milhões de suínos foram abatidos no Estado, houve crescimento de 1,6%.
A produção de carne também avançou. Passou de 612,444 mil toneladas para 623,641 mil toneladas, alta de 1,8% em um ano.
Os números colocam o Paraná atrás apenas de Santa Catarina no ranking nacional.
Sul concentra dois terços da suinocultura brasileira
Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul mantêm ampla liderança na produção brasileira de suínos.
Juntos, os três Estados responderam por 66,6% dos abates nacionais, com 20,659 milhões de cabeças.
Na produção de carne, a concentração foi ainda maior: 67,2% do volume brasileiro, ou 1,969 milhão de toneladas.
Santa Catarina liderou com participação de 27,8%, enquanto o Paraná ficou na segunda posição e o Rio Grande do Sul em terceiro.
Brasil abate quase 31 milhões de suínos
No país, o abate chegou a aproximadamente 31 milhões de cabeças no primeiro semestre, crescimento de 4,8% sobre igual período de 2025.
Foram abatidos cerca de 1,428 milhão de animais a mais.
A produção brasileira de carne suína acompanhou esse movimento e chegou a 2,931 milhões de toneladas, avanço de 6,4%.
Isso representa acréscimo de aproximadamente 175,8 mil toneladas de carne em relação ao primeiro semestre do ano passado.
Segundo trimestre também teve crescimento
Somente entre abril e junho, o Brasil abateu 15,697 milhões de suínos.
O resultado foi 4% superior ao registrado no segundo trimestre de 2025 e 2,6% maior que o observado nos primeiros três meses deste ano.
O peso total das carcaças chegou a 1,503 milhão de toneladas, alta de 5,7% na comparação anual.
Suínos chegam mais pesados ao frigorífico
Outro dado destacado pelo médico-veterinário Roberto Carlos Andrade e Silva, do Deral, é o aumento do peso médio das carcaças.
A média passou de 93,16 quilos no primeiro semestre de 2025 para 94,52 quilos em 2026.
Segundo a análise, o aumento pode indicar uma permanência maior dos animais nas granjas antes do envio para o abate.
É um movimento que também ajuda a explicar por que a produção de carne cresceu em ritmo superior ao número de animais abatidos no país.
Santa Catarina lidera e Rio Grande do Sul cresce mais
Santa Catarina registrou 8,621 milhões de animais abatidos, avanço de 2,4%, e produziu 813,027 mil toneladas de carne.
Já o Rio Grande do Sul teve 5,537 milhões de suínos abatidos, crescimento de 4,9%.
Na produção gaúcha de carne, o avanço foi ainda mais expressivo: 8,3%, chegando a 532,407 mil toneladas.
O Paraná, portanto, segue entre os principais centros da suinocultura brasileira, inserido em uma Região Sul que concentra praticamente dois terços de toda a produção nacional.
Os dados do IBGE consideram estabelecimentos sob fiscalização sanitária federal, estadual ou municipal. No segundo trimestre, a pesquisa reuniu informações de 573 estabelecimentos no país, 80 deles localizados no Paraná.
Fonte técnica: Boletim Conjuntural do Deral, Semana 41/2026, de 8 de outubro de 2026, análise do médico-veterinário Roberto Carlos Andrade e Silva.
Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações da Seab/Deral e IBGE
