O Paraná terá uma semana marcada por calor, umidade e risco elevado de tempestades, principalmente entre quarta-feira (4) e quinta-feira (5).
Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a intensificação de uma área de baixa pressão, seguida pela formação de um ciclone extratropical na costa da Região Sul, vai favorecer temporais em diferentes regiões do Estado.
Uma nova frente fria também avançará pelo Sul do Brasil.
O cenário exige atenção principalmente porque as tempestades já provocaram chuva forte, granizo e rajadas superiores a 100 km/h em algumas cidades paranaenses entre domingo e a madrugada desta segunda-feira (2).
Rajadas passaram de 100 km/h
As tempestades que atingiram o Paraná no início da semana vieram acompanhadas de vento intenso.
Em Altônia, no Noroeste, uma estação do Simepar registrou rajada de 109,1 km/h durante a madrugada desta segunda.
Em Maringá, os ventos chegaram a 81 km/h na estação do Simepar e se aproximaram dos 97 km/h em outras medições feitas na cidade.
No domingo, Santo Antônio da Platina registrou rajada de 86,8 km/h, enquanto General Carneiro chegou a 76 km/h.
Também houve registro de granizo em municípios como Marquinho, Bandeirantes, Cantagalo, São Mateus do Sul, Medianeira, Umuarama, Ibiporã e Jandaia do Sul.
Chuva passou de 60 mm em poucas horas
Além do vento, algumas regiões acumularam grandes volumes de chuva.
Entre meia-noite e 8h desta segunda-feira, foram registrados:
- 65,2 mm em Palotina
- 62,8 mm em Cianorte
- 57,2 mm em Inajá
- 57 mm em Capanema
- 53 mm em Ubiratã
- 51,8 mm em Maringá
Ao longo desta segunda, a tendência é de redução gradual das tempestades, mas ainda podem ocorrer pancadas isoladas acompanhadas de trovoadas.
Terça-feira ainda terá calor e chuva isolada
Na terça-feira (3), o Paraná continuará sob influência de ar quente e úmido vindo da região amazônica.
As temperaturas máximas devem superar 25 °C em todas as regiões e podem passar ligeiramente dos 30 °C no Norte.
Durante a tarde, o aquecimento combinado à elevada umidade poderá provocar novas pancadas de chuva, raios e tempestades localizadas.
Quarta-feira terá risco de supercélulas
O cenário fica mais preocupante na quarta-feira.
A intensificação do sistema de baixa pressão deverá provocar forte aquecimento principalmente na metade Norte do Estado, onde as temperaturas podem se aproximar dos 35 °C.
A previsão indica chuva em todas as regiões.
Na metade Sul do Paraná, existe maior risco de tempestades intensas e até possibilidade de formação de supercélulas.
Supercélulas são tempestades organizadas que podem produzir fenômenos severos, como rajadas intensas de vento, granizo e chuva volumosa em curto período.
Ciclone se forma na quinta-feira
Na quinta-feira (5), a instabilidade continua.
A meteorologista do Simepar Julia Munhoz explica que “na quinta ocorre a formação de um ciclone extratropical na costa da região Sul do Brasil”.
O sistema estará associado ao avanço de uma frente fria.
Com esse deslocamento, as tempestades devem avançar da metade Sul em direção ao Norte do Paraná.
O Simepar alerta para possibilidade de temporais potencialmente severos, principalmente durante a passagem das áreas de instabilidade.
Importante: o ciclone deverá se formar na costa da Região Sul. O risco para o Paraná está relacionado principalmente aos sistemas associados a ele, como a frente fria e as áreas de tempestade.
Campo precisa acompanhar as próximas horas
O cenário exige atenção também nas propriedades rurais.
Rajadas fortes podem provocar danos em estruturas, galpões, silos, estufas e redes de energia, enquanto granizo e chuvas intensas podem atingir lavouras em diferentes fases de desenvolvimento.
O excesso de precipitação também pode aumentar o encharcamento do solo em regiões que já receberam volumes elevados nas últimas semanas.
Produtores devem acompanhar os avisos meteorológicos e evitar operações de campo durante tempestades, principalmente diante da ocorrência de raios e ventos fortes.
Na sexta-feira (6), ainda poderão ocorrer pancadas isoladas acompanhadas de raios, principalmente devido ao forte aquecimento na metade Oeste do Paraná.
*Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações do Simepar
