Neste 12 de outubro, Dia do Engenheiro Agrônomo, o Paraná celebra uma profissão diretamente ligada à transformação da agricultura e da pecuária do Estado.
Da análise do solo ao melhoramento genético, da orientação dentro da propriedade à agricultura de precisão, o engenheiro agrônomo atua em diferentes etapas da produção e ocupa papel estratégico na busca por mais produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.
No Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), esses profissionais trabalham tanto na pesquisa quanto na extensão rural, aproximando o conhecimento científico dos problemas enfrentados diariamente pelos produtores.
Da pesquisa para dentro da propriedade
O trabalho de pesquisa envolve áreas como melhoramento genético, propagação vegetal, conservação do solo, fitossanidade, agrometeorologia, fisiologia vegetal, sistemas integrados de produção, mecanização e agricultura de precisão.
Segundo Vania Moda Cirino, diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, o desafio está justamente em transformar ciência em soluções práticas.
“O desafio na pesquisa é usar o método científico para resolver problemas, gerar conhecimento e tecnologias que possam ser utilizadas pelos agricultores.”
Essa ligação entre pesquisa e aplicação no campo é uma das características do trabalho desenvolvido pelo instituto.
Extensionista conhece a realidade do produtor
O engenheiro agrônomo também está diretamente dentro das propriedades rurais.
Na extensão, o trabalho não se limita a recomendar uma cultivar, um manejo ou determinada tecnologia.
Segundo o diretor de Extensão Rural do IDR-Paraná, Paulo Eduardo Sipoli Pereira, o profissional precisa conhecer a realidade de cada família e construir soluções em conjunto com o produtor.
A atuação pode envolver planejamento da propriedade, organização da produção, gestão econômica, acesso a políticas públicas e articulação entre produtores, além das orientações técnicas diretamente relacionadas às lavouras.
Pesquisa gera retorno para a sociedade
Um dado do IDR-Paraná ajuda a dimensionar o impacto econômico das ações de pesquisa e extensão.
O Balanço Social da instituição referente a 2023 avaliou 73 ações de pesquisa agropecuária, extensão rural e logística e apontou retorno superior a R$ 7 para a sociedade para cada R$ 1 investido.
O resultado envolve o conjunto das atividades da instituição e mostra como conhecimento, assistência técnica e desenvolvimento de tecnologias podem gerar impactos econômicos e sociais no campo.
Profissão mudou junto com o agro
A atuação do engenheiro agrônomo também mudou com a própria evolução da agricultura.
Ferramentas digitais, imagens, sensores, dados, biotecnologia, mecanização e sistemas de agricultura de precisão passaram a dividir espaço com conhecimentos tradicionais de solos, plantas, clima e manejo.
Ao mesmo tempo, o profissional precisa compreender cada vez mais custos, mercado, gestão e sustentabilidade.
Para Renato Arantes, presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina, o profissional do futuro deverá reunir conhecimento técnico com capacidade de gestão, inovação, negócios e sustentabilidade.
Uma profissão presente em praticamente toda a cadeia
A formação multidisciplinar permite ao engenheiro agrônomo atuar desde o planejamento da propriedade até atividades de pesquisa, assistência técnica, consultoria e formulação de políticas públicas.
É um profissional que participa tanto das decisões tomadas antes da semente chegar ao solo quanto das estratégias para melhorar o resultado econômico depois da colheita.
No Paraná, onde o agro ocupa posição central na economia e reúne desde pequenas propriedades familiares até grandes cadeias agroindustriais, essa atuação ganha ainda mais importância.
Neste 12 de outubro, o Dia do Engenheiro Agrônomo também é uma oportunidade para reconhecer quem transforma ciência e conhecimento técnico em resultado dentro da porteira.
Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações do IDR-Paraná
