O preço do café está recuando no Paraná tanto para o produtor quanto para o consumidor. Na última semana, a saca de café beneficiado foi comercializada, em média, por R$ 1.380,51, valor 10% inferior aos R$ 1.533,37 registrados em setembro.
A cotação voltou a níveis semelhantes aos observados em junho e julho, período de maior intensidade da safra.
A análise é do engenheiro agrônomo C. Hugo W. Godinho, do Departamento de Economia Rural (Deral), no Boletim Conjuntural da Semana 43.
Preço ainda é positivo, mas distante dos R$ 2 mil
Mesmo com a redução, o Deral avalia que o valor atual ainda pode ser considerado positivo para os cafeicultores diante da grande produção nacional.
O cenário, porém, está distante daquele observado ao longo de 2025, quando a saca chegou a superar R$ 2 mil.
A queda representa uma redução importante em relação aos valores excepcionais recebidos anteriormente e também começa a provocar efeitos em outros elos da cadeia.
Consumidor já encontra café mais barato
A redução do preço da matéria-prima ajuda as indústrias a formar estoques com custos menores e abre espaço para preços mais baixos no varejo.
Segundo levantamento do Deral, o pacote de 500 gramas de café custa, em média, R$ 23,90.
O valor ficou ligeiramente abaixo do observado em setembro e está 19% menor que os R$ 29,42 registrados em outubro de 2025.
A diferença representa uma redução de R$ 5,52 por pacote em um ano.
Chuvas ajudam as primeiras floradas
Enquanto os preços recuam, as condições climáticas vêm apresentando sinais favoráveis para a próxima safra paranaense.
As chuvas regulares associadas ao El Niño estão contribuindo para o pegamento das primeiras floradas dos cafezais.
A disponibilidade de água nesta fase é importante para o desenvolvimento das plantas e para a definição do potencial da próxima produção.
Paraná responde por 1% da produção brasileira
Apesar da tradição da cafeicultura paranaense, o Estado responde atualmente por aproximadamente 1% da produção nacional.
Por isso, as condições climáticas nas principais regiões produtoras do Sudeste têm impacto muito maior sobre a oferta brasileira e, consequentemente, sobre os preços praticados no mercado nacional e internacional.
O comportamento das chuvas e das temperaturas nos próximos meses será decisivo para as expectativas em relação à próxima safra e para a trajetória das cotações.
Fonte técnica: Secretaria da Agricultura e do Abastecimento — Departamento de Economia Rural (Deral) — Divisão de Conjuntura Agropecuária — Boletim Conjuntural Semana 43/2026 — 22 de outubro de 2026
*Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações da Seab/Deral
