O preço da soja ganhou força no Paraná e alcançou os maiores patamares nominais diários desde abril de 2023, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (24) pelo Cepea/Esalq-USP.
No último fechamento disponível, de sexta-feira (21), o Indicador Cepea/Esalq Paraná chegou a R$ 146,70 por saca de 60 quilos, acumulando alta de 6,87% em agosto.
Em Paranaguá, uma das principais referências para a comercialização e exportação do grão, a saca fechou em R$ 153,68, avanço de 6,05% no mês.
China ajuda a aumentar disputa pela soja
Segundo o Cepea, uma combinação de fatores está dando sustentação às cotações.
A demanda externa continua aquecida, principalmente por causa das compras da China. Ao mesmo tempo, indústrias brasileiras estão aumentando as aquisições para recompor e garantir estoques.
Do outro lado da negociação, produtores e demais vendedores demonstram menor interesse em negociar imediatamente, reduzindo a quantidade de lotes disponíveis no mercado spot.
O resultado é uma disputa maior pela soja disponível.
El Niño entra na conta do mercado
Outro fator começou a ganhar espaço na formação dos preços: a incerteza sobre a próxima safra mundial.
Pesquisadores do Cepea relacionam parte da cautela dos vendedores às dúvidas sobre a oferta global de soja em 2026/27, principalmente diante dos possíveis efeitos do El Niño.
A preocupação climática também ajudou a fortalecer as cotações internacionais, movimento que acabou dando suporte adicional aos preços brasileiros.
Paraná acumula alta superior a 6% em agosto
A reação observada ao longo de agosto foi significativa.
No dia 3, o Indicador Cepea/Esalq Paraná estava em R$ 136,66 por saca. No dia 21, atingiu R$ 146,70.
Em Paranaguá, a referência saiu de R$ 144,04 no início do mês para R$ 153,68 no último fechamento disponível.
Para produtores paranaenses que ainda possuem soja para comercializar, o movimento aumenta a importância de acompanhar diariamente preços, demanda, câmbio e cenário internacional.
A valorização recente é um sinal favorável, mas não representa garantia de continuidade da alta. O comportamento dos compradores, a safra mundial e principalmente as condições climáticas continuarão no radar do mercado.
Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações do Cepea/Esalq-USP
