Um bioherbicida para combater a buva antes mesmo da implantação da lavoura foi a proposta vencedora da etapa do Ideathon 2026 realizada em Palmeira, nos Campos Gerais.
A maratona promovida pelo Sistema FAEP reuniu 47 estudantes de cinco instituições de ensino agrícola, divididos em dez equipes, com um desafio diretamente ligado à realidade do produtor: como tornar a aplicação de defensivos mais eficiente, reduzindo desperdícios, custos e impactos ambientais sem comprometer a produtividade.
Além do controle biológico, surgiram projetos envolvendo inteligência artificial, assistência técnica, sensores, monitoramento da pulverização e redução do risco de deriva.
Bioherbicida contra buva conquista primeiro lugar
A equipe do Colégio Estadual Agrícola Augusto Ribas, de Ponta Grossa, ficou em primeiro lugar com uma proposta de bioherbicida para controle preventivo da buva.
O projeto utiliza a bactéria Streptomyces sp. Caat 7-52 e prevê que o produto seja aplicado antes da safra, juntamente com a adubação.
A intenção é inibir a germinação das sementes da planta daninha, diminuindo a competição com a cultura posteriormente implantada.
A buva é considerada uma das plantas daninhas de manejo mais difícil em lavouras de grãos, o que tornou o problema escolhido pelos estudantes especialmente ligado ao cotidiano agrícola.
Inteligência artificial entra na pulverização
O segundo lugar ficou com alunos do Colégio Agrícola da Lapa, que desenvolveram o projeto Aplicagro.
A proposta é criar um aplicativo direcionado principalmente a pequenos e médios produtores.
A plataforma combina inteligência artificial, informações meteorológicas, ferramentas de cálculo e gestão, além de buscar conectar agricultores a profissionais especializados em pulverização.
O objetivo é ajudar o produtor a tomar decisões mais precisas antes e durante as aplicações.
Sensores ajudam a reduzir risco de deriva
Em terceiro lugar ficou o Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Getúlio Vargas, de Palmeira.
A equipe apresentou uma solução que combina sensores e aplicativo para monitorar a pulverização.
O sistema pretende auxiliar na regulagem dos equipamentos e acompanhar condições que podem aumentar o risco de deriva, quando o produto aplicado é levado para fora da área desejada.
A proposta busca reduzir perdas e melhorar a precisão da aplicação.
47 estudantes participaram da etapa
Além dos três colégios premiados, participaram da etapa instituições de Rio Negro e Pinhais.
Ao todo, foram cinco escolas:
Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Augusto Ribas, de Ponta Grossa; CEEP Agrícola da Lapa; CEEP Agrícola Getúlio Vargas, de Palmeira; CEEP Agrícola Lysimaco Ferreira da Costa, de Rio Negro; e CEEP Agrícola Newton Freire Maia, de Pinhais.
Foram dez equipes trabalhando sobre problemas relacionados à aplicação de defensivos agrícolas.
Ideathon já passou por seis regiões do Paraná
Palmeira recebeu a sexta e penúltima classificatória do Ideathon 2026.
As etapas anteriores foram realizadas em Campo Mourão, Palotina, Santa Mariana, Guarapuava e Diamante do Norte.
O último encontro regional será em Clevelândia, no dia 3 de outubro.
Em cada etapa, os estudantes recebem um problema relacionado a desafios estratégicos do agronegócio e precisam desenvolver uma solução dentro da dinâmica da maratona.
“São jovens olhando para problemas que fazem parte do dia a dia do produtor e propondo soluções que podem contribuir para o futuro do nosso agro”, destacou o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
Final será em Curitiba
Depois da etapa de Clevelândia, os classificados seguem para a decisão estadual.
A final do Ideathon 2026 será realizada em 18 de novembro, em Curitiba, reunindo 35 estudantes classificados nas sete etapas regionais.
Os projetos apresentados em Palmeira mostram uma tendência cada vez mais presente no campo: utilizar biologia, dados, sensores e inteligência artificial para produzir com maior eficiência e reduzir perdas durante as operações agrícolas.
Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações do Sistema FAEP
