Copacol investe R$ 10 milhões e amplia centro com 12 mil parcelas de pesquisa por ano

Estrutura de 84 hectares ganha novos laboratórios, casa de vegetação e equipamentos para estudar sementes, fungos, insetos, micotoxinas e eficiência de produtos usados no campo

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A Copacol ampliou sua estrutura de pesquisa agrícola com um investimento de R$ 10 milhões e passa a contar com novos laboratórios e equipamentos voltados ao desenvolvimento e à avaliação de tecnologias utilizadas pelos produtores.

O Centro de Pesquisa Agrícola (CPA) possui 84 hectares e recebe aproximadamente 12 mil parcelas experimentais por ano, utilizadas para testar sementes, insumos, tratamentos e estratégias de manejo antes que as tecnologias sejam recomendadas aos cooperados.

A estrutura também possui credenciamento do Ministério da Agricultura e Pecuária para a realização de trabalhos experimentais.

Mais 700 metros quadrados para pesquisa

A ampliação acrescentou cerca de 700 metros quadrados de área construída ao CPA.

O complexo passa a contar com novos laboratórios, casa de vegetação para pesquisas em ambiente controlado e auditório destinado a treinamentos e compartilhamento dos resultados com técnicos e produtores.

Além dos laboratórios de sementes, fertilizantes e fitotecnia, o centro ganhou espaços específicos para fitossanidade e ciências aplicadas.

O objetivo é aumentar a capacidade de antecipar problemas relacionados a clima, solo, doenças, pragas e eficiência dos produtos utilizados nas lavouras.

Fungos da soja poderão ser detectados antes da safra

Entre as novidades está uma estrutura dedicada ao chamado Blotter Test, método utilizado para detectar e identificar fungos associados às sementes de soja.

Com o diagnóstico, os pesquisadores conseguem avaliar quais tratamentos devem ser utilizados antes mesmo da implantação da lavoura.

O CPA também possui salas de fluxo laminar para procedimentos microbiológicos, isolamento e cultivo de fungos, além de testes para avaliar sensibilidade e resistência aos fungicidas.

Segundo o gerente técnico da Copacol, João Maurício Roy, o conhecimento produzido no centro deve chegar diretamente ao produtor por meio de recomendações técnicas e eventos realizados pela cooperativa.

Laboratório cria e monitora pragas

Outra estrutura foi destinada à criação e manutenção de insetos-praga, entre eles percevejos e lagartas.

Essas populações poderão ser usadas em estudos para verificar a eficiência de inseticidas e acompanhar a sensibilidade dos insetos aos diferentes ingredientes ativos.

Na prática, a pesquisa permite comparar produtos e estratégias em condições controladas antes de levar as recomendações para áreas comerciais.

Micotoxinas entram no radar

O complexo também recebeu tecnologia analítica de alta precisão para acompanhar a presença de micotoxinas.

As análises podem envolver híbridos de milho, grãos armazenados nos silos das unidades da cooperativa e as rações destinadas às integrações animais.

O controle interessa não apenas à produção de grãos, mas também às cadeias de aves, suínos, peixes e leite atendidas pela Copacol.

O novo cromatógrafo também permitirá realizar análises quantitativas dos produtos utilizados no Tratamento Industrial de Sementes (TSI), verificando com maior precisão as doses aplicadas.

Pesquisa para aumentar produtividade

Para o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol, a ampliação dá continuidade a uma estratégia de pesquisa construída ao longo de décadas pela cooperativa.

“A pesquisa sempre teve grande relevância na Copacol.”

Segundo a cooperativa, os trabalhos desenvolvidos no CPA ajudam a definir quais sementes, tratamentos e insumos apresentam melhor desempenho nas condições encontradas nas propriedades de sua região de atuação.

A Copacol relaciona o centro a projetos desenvolvidos ao longo dos últimos anos para aumento da produtividade, como Projeto 160, 440, Excelência Produtividade 460 e, atualmente, o Safra 500.

Equipamentos levam precisão também para o campo

A pesquisa não fica restrita aos laboratórios.

O CPA utiliza equipamentos específicos, como semeadora e colhedora de parcelas experimentais, para aumentar a precisão dos testes realizados a campo.

foto Copacol / Divulgação

Os estudos também estão ligados à Unidade Refrigerada de Sementes da cooperativa, estrutura que mantém os materiais armazenados sob condições controladas de temperatura e umidade.

A combinação de armazenamento, diagnóstico sanitário, experimentação agrícola e testes de eficiência busca reduzir riscos antes da semeadura e melhorar a tomada de decisão do produtor.

Tecnologia chega ao cooperado

Depois de testadas, as informações produzidas pelos pesquisadores são repassadas aos cooperados em eventos como Dia de Campo, Seminários Técnicos e Copacol Agro.

A estrutura também permitirá ampliar treinamentos para equipes técnicas e produtores.

Para o supervisor do CPA, Vanei Tonini, os novos equipamentos aumentam a precisão das análises e criam melhores condições para compartilhar o conhecimento desenvolvido dentro do centro.

Com 84 hectares destinados à experimentação e milhares de parcelas instaladas anualmente, a cooperativa aposta na pesquisa para transformar resultados de laboratório e de campo em maior produtividade, controle sanitário e eficiência no uso de insumos nas propriedades.

Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações da Copacol

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