Paraná ganha 9 mil hectares de floresta enquanto soja avança sobre pastagens

Cobertura florestal chega a 5,32 milhões de hectares, maior nível desde 1986; lavouras cresceram 61 mil hectares em um ano, puxadas principalmente pela soja

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O Paraná ampliou sua cobertura florestal em 2025 e, ao mesmo tempo, registrou avanço das lavouras sobre áreas antes destinadas principalmente às pastagens.

Dados da Coleção 11 do MapBiomas, analisados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), mostram que a formação florestal passou de 5,31 milhões para 5,32 milhões de hectares, um aumento de aproximadamente 9 mil hectares em relação ao ano anterior.

É a maior cobertura florestal registrada no Estado desde 1986.

Pastagens perdem 57 mil hectares

A principal mudança de uso do solo entre 2024 e 2025 ocorreu nas pastagens.

A área recuou 57 mil hectares, sendo convertida principalmente em lavouras.

No mesmo período, as áreas agrícolas avançaram 61 mil hectares, movimento impulsionado principalmente pela expansão da soja.

A agricultura também ocupou parte dos 5 mil hectares anteriormente destinados à silvicultura.

Soja chega a 6 milhões de hectares

A soja reforçou sua posição como principal cultura agrícola do Paraná e passou a ocupar 6,02 milhões de hectares.

Já as pastagens recuaram para 3,45 milhões de hectares.

A redução é parte de uma tendência de longo prazo. Em 1987, as pastagens ocupavam 6,60 milhões de hectares no Estado.

Floresta nativa avança em 25 anos

Nos últimos 25 anos, a cobertura de florestas nativas aumentou de 25% para 27% do território paranaense.

No mesmo período:

Áreas urbanas: passaram de 1% para 2%
Ocupação agrícola: caiu de 71% para 68%

Mesmo com essa redução proporcional da área agrícola, o Valor Bruto da Produção Rural do Paraná cresceu 181% em termos reais no período.

Os números mostram uma mudança importante no uso do território: maior presença de lavouras em áreas antes ocupadas por pastagens e, simultaneamente, recuperação de áreas de mata nativa.

Fonte técnica: Boletim Conjuntural do Deral, Semana 36/2026, análise do engenheiro-agrônomo C. Hugo W. Godinho.

Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações do Deral/Seab e MapBiomas

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