Produtores do Paraná estão conhecendo novas alternativas para a produção de banana adaptadas às condições do Estado.
Na Estação de Pesquisa Luiz Natal Bonin, do IDR-Paraná, em Cambará, no Norte Pioneiro, cinco cultivares vêm sendo avaliadas quanto ao desempenho nas condições de solo e clima paranaenses.
São elas: Carvoeira, Noninha, Prata Catarina, Nanicão Corupá e Belluna.
Os materiais foram apresentados durante um Dia de Campo de Fruticultura que reuniu cerca de 150 produtores, técnicos e estudantes.
Cinco cultivares em avaliação
O trabalho faz parte de um acordo de cooperação técnica entre o IDR-Paraná e a Epagri, de Santa Catarina.
Os materiais foram cedidos para que pesquisadores acompanhem o comportamento das variedades nas condições encontradas no Paraná.
A avaliação permite gerar informações que, futuramente, podem ajudar o produtor na escolha de materiais mais adequados à realidade regional.
O engenheiro-agrônomo Fernando Teixeira de Oliveira apresentou aos participantes o desenvolvimento das cinco cultivares.
Doenças da banana também estão no foco
Não basta escolher uma variedade. O manejo sanitário continua sendo uma das etapas decisivas da bananicultura.
Durante o encontro, o extensionista Sebastião Bellettini abordou monitoramento, identificação e controle de problemas fitossanitários.
Entre os principais desafios apresentados estão as doenças do complexo de Sigatoka, a fusariose e os nematoides.
A identificação precoce e o manejo adequado desses problemas são fundamentais para reduzir perdas e preservar o potencial produtivo das plantas.
Vitrine mostra tecnologia na prática
Os trabalhos fazem parte da Vitrine Tecnológica de Banana instalada na Estação de Pesquisa de Cambará.
O chefe da unidade, Marcos Francisco Rosa, apresentou aos participantes a experiência de implantação da estrutura, além dos desafios e resultados observados durante o desenvolvimento do projeto.
A proposta é permitir que agricultores e técnicos acompanhem experimentos em condições reais de cultivo, aproximando a pesquisa das decisões tomadas dentro das propriedades.
Goiaba e acerola também entram como alternativas
O encontro não ficou restrito à bananicultura.
Os participantes também conheceram trabalhos realizados com mudas enxertadas de goiaba e o plantio de mudas de acerola.
Essas culturas são apresentadas como alternativas para ampliar as possibilidades de produção dentro da fruticultura regional.
A diversificação pode permitir ao agricultor trabalhar com diferentes épocas de produção, mercados e fontes de renda, dependendo das condições de cada propriedade.
Pesquisa mais perto do produtor
O Dia de Campo foi promovido pelo IDR-Paraná em parceria com o Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Mohamad Ali Hamzé, o Colégio Agrícola de Cambará.
A Vitrine Tecnológica de Fruticultura funciona como espaço para demonstração de tecnologias, capacitação de produtores, estudantes e técnicos e troca de experiências.
Para o produtor, a importância desse tipo de trabalho está justamente na possibilidade de observar como variedades e técnicas se comportam nas condições reais do Paraná antes de tomar decisões dentro da propriedade.
Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações do IDR-Paraná
