Golpes no WhatsApp viram alerta para idosos do campo em encontro no Paraná

Atividade em Jesuítas reuniu agricultores da terceira idade para discutir segurança digital, direitos e a importância de continuar participando da vida sindical e das decisões no meio rural

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Golpes pelo WhatsApp, direitos da pessoa idosa e participação dos agricultores aposentados na vida da comunidade estiveram no centro de um encontro realizado em Jesuítas, no Oeste do Paraná.

A atividade reuniu pessoas da terceira idade no Centro de Convivência Moacir Micheleto e foi promovida em parceria pelo Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais do município, FETAEP e SENAR-PR.

Além de valorizar a trajetória de quem passou décadas trabalhando no campo, o encontro chamou atenção para um problema cada vez mais presente: as tentativas de fraude por celular e outros meios digitais.

Idosos receberam orientações contra golpes

A programação contou com palestra sobre segurança digital, ministrada por Débora Caroline de Souza Alves, gerente de negócios da Sicredi Nossa Terra.

Os participantes receberam orientações para identificar tentativas de golpes pelo WhatsApp e outras abordagens fraudulentas.

A preocupação cresce à medida que serviços bancários, comunicação com familiares e diferentes atividades do cotidiano passam a ser realizados pelo celular.

Para quem vive no meio rural, informação também se torna uma ferramenta de proteção contra criminosos que utilizam mensagens, falsos contatos e outros recursos para tentar obter dinheiro ou dados pessoais.

Aposentadoria não encerra participação no campo

Outro tema discutido foi a importância de manter agricultores e agricultoras idosos participando da vida das comunidades rurais.

A vice-presidente da FETAEP e secretária de Mulheres, Ivone Francisca de Souza, conduziu atividades sobre autoestima, protagonismo e participação social.

Também foram debatidos o Estatuto da Pessoa Idosa e direitos conquistados ao longo dos anos por meio da organização dos trabalhadores rurais.

Para a FETAEP, a aposentadoria não significa o fim da ligação do agricultor familiar com sua categoria.

A experiência acumulada durante uma vida inteira no campo pode continuar contribuindo para as propriedades, famílias, sindicatos e comunidades.

Experiência também faz parte da sucessão rural

A presença das pessoas idosas no campo tem outro valor importante: a transmissão de conhecimento entre gerações.

Manejo da propriedade, história das comunidades, mudanças na agricultura e experiências acumuladas durante décadas fazem parte de um conhecimento que muitas vezes não está nos livros.

Valorizar essa geração também significa preservar parte da memória e da experiência da agricultura familiar paranaense.

Segundo Ivone:

“Mais do que reconhecer uma trajetória de trabalho, a proposta é garantir que agricultores e agricultoras familiares continuem participando das decisões e dos espaços coletivos em todas as fases da vida.”

A iniciativa integra o trabalho do movimento sindical para ampliar o acesso à informação, fortalecer a participação social e promover qualidade de vida entre as pessoas idosas que vivem no meio rural.

Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações da FETAEP

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