Soja ganha força e saca passa de R$ 141 no Paraná; demanda sustenta preços

Disputa pelo grão entre compradores brasileiros e estrangeiros, dólar valorizado e estoques mais apertados dão suporte às cotações, segundo o Cepea

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O mercado da soja começou a semana com sinais positivos para o produtor. As cotações do complexo soja avançaram no Brasil, sustentadas principalmente pela demanda aquecida e pela disputa entre compradores do mercado interno e externo.

No Paraná, o movimento já aparece nos indicadores do próprio Cepea. Na sexta-feira (14), o Indicador da Soja Cepea/Esalq – Paraná fechou em R$ 141,16 por saca de 60 quilos, acumulando alta de 2,83% em agosto.

Em Paranaguá, referência importante para a comercialização e exportação da soja paranaense, a saca chegou a R$ 148,95, com avanço de 2,79% no mês.

Compradores disputam soja disponível

Segundo pesquisadores do Cepea, consumidores brasileiros e estrangeiros estão mais ativos na busca pelo grão.

Outro fator que favorece as negociações é a valorização do dólar diante do real, que aumenta a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.

Esse cenário ajuda a sustentar os preços justamente em um momento importante para produtores paranaenses que ainda possuem parte da safra disponível para comercialização.

Estoques mais apertados ajudam a segurar cotações

A relação entre os estoques mundiais e o consumo final da soja também entrou no radar do mercado.

Segundo dados do USDA citados pelo Cepea, essa relação deve cair para 33,5% na safra 2025/26, o menor patamar desde 2022/23.

Na prática, o percentual indica que a demanda mundial está crescendo em ritmo forte diante dos estoques disponíveis.

Demanda deve continuar forte na próxima safra

Mesmo com uma expectativa inicial de maior oferta mundial em 2026/27, o consumo também deve continuar avançando.

O Cepea informa que a relação estoque/consumo poderá cair ainda mais, para 32,3% na próxima temporada.

O cenário ajuda a dar sustentação às cotações, mas não representa garantia de alta contínua. Dólar, Bolsa de Chicago, prêmios de exportação, oferta e comportamento dos compradores continuam influenciando diretamente o mercado.

Para o produtor do Paraná, o momento reforça uma velha regra da comercialização: acompanhar o mercado pode ser tão importante quanto produzir bem.

Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações do Cepea/Esalq-USP

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