Quase dois meses após a publicação da Medida Provisória 1.376/2026, produtores rurais do Paraná ainda enfrentam dificuldades para renegociar dívidas e recuperar o acesso ao crédito.
O Sistema FAEP cobra do governo federal, do Ministério da Agricultura e do Ministério da Fazenda medidas para fazer o programa funcionar efetivamente.
Paraná soma R$ 13,9 bilhões em operações problemáticas
Levantamento do Sistema FAEP com dados do Banco Central aponta que, em julho, o Brasil acumulava R$ 207,4 bilhões em saldos problemáticos de empréstimos rurais.
Só no Paraná, o valor chegava a R$ 13,9 bilhões.
Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, o problema já afeta diretamente a nova temporada.
“A MP da renegociação de dívida precisa sair do papel e começar a funcionar efetivamente.”
Segundo Meneguette, produtores endividados enfrentam restrições de crédito justamente no início da safra de verão, ao mesmo tempo em que o campo sofre com sucessivos eventos climáticos.
Entidades pedem mudanças nas regras
Mais de 40 entidades do setor agropecuário encaminharam uma carta ao Congresso Nacional pedindo ajustes para destravar a renegociação.
Entre as reivindicações estão simplificação da comprovação de perdas, flexibilização da entrada para produtores sem capacidade de desembolso, critérios nacionais mais claros e garantia de acesso ao crédito após a renegociação.
Prazo da MP aumenta pressão
Em agosto, o Ministério da Fazenda publicou a Portaria 2.423/2026, autorizando a equalização das taxas de juros das operações destinadas à composição das dívidas.
Mesmo assim, segundo a FAEP, diversos pedidos continuam sem aprovação pelas instituições financeiras.
A pressão aumenta porque a medida provisória tem validade até 12 de novembro.
Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações do Sistema FAEP e Banco Central
