Batata cai 22,8% em Curitiba e cebola recua 17,3% no atacado

Levantamento da Conab mostra forte queda nos preços em agosto, com Curitiba entre os mercados de maior redução do país

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Os preços de importantes hortigranjeiros recuaram em agosto, e Curitiba aparece entre os mercados com algumas das maiores quedas do país.

Segundo o 9º Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a batata ficou 22,83% mais barata no atacado de Curitiba em relação a julho. A cebola também apresentou forte redução na capital paranaense, de 17,32%.

Batata cai em todas as Ceasas pesquisadas

A batata apresentou redução de preços em todas as Centrais de Abastecimento monitoradas pela Conab.

Na média ponderada nacional, a queda foi de 11,6%, com preço médio de comercialização no atacado de R$ 2,63 por quilo.

As maiores reduções foram registradas em:

Rio Branco (AC): -46,35%
São José (SC): -25,66%
Curitiba (PR): -22,83%
Rio de Janeiro (RJ): -20,33%

Segundo a Conab, o movimento está relacionado ao aumento da oferta, após uma sequência de valorização registrada desde fevereiro. Mesmo com a queda recente, os preços continuam acima dos observados no mesmo período de 2025.

Cebola recua 17,3% em Curitiba

A cebola ficou mais barata em nove das dez Ceasas pesquisadas.

Na média nacional, a queda foi de 13,8%.

Curitiba teve a terceira maior redução entre os mercados acompanhados, com recuo de 17,32%, atrás de Recife, onde a baixa foi de 25,45%, e do Rio de Janeiro, com 18,21%.

A oferta praticamente não mudou em relação a julho, mas houve aumento dos envios provenientes principalmente de Minas Gerais e São Paulo, responsáveis juntos por metade do volume comercializado nas centrais avaliadas.

Assim como ocorre com a batata, a Conab destaca que, apesar da queda mensal, o preço médio da cebola ainda permanece acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Alface também cai mais de 10%

A alface apresentou redução média de 14,8% no atacado.

Os preços caíram em seis das Ceasas pesquisadas, apesar de a oferta ter recuado 4,3% em relação a julho.

Segundo a Conab, o volume disponibilizado pela safra de inverno foi suficiente para atender à demanda, e as chuvas registradas em algumas regiões produtoras não tiveram impacto significativo sobre a produção e a colheita.

Tomate vai na direção contrária

Enquanto batata, cebola e alface ficaram mais baratas, o tomate subiu 18,13% na média ponderada nacional.

Foi a única hortaliça pesquisada que apresentou valorização na maioria dos mercados atacadistas.

A Conab relaciona o movimento à redução da oferta após o pico da safra de inverno em julho e às condições climáticas que interferiram na maturação dos frutos.

A cenoura apresentou cenário mais estável, com aumento médio de apenas 0,88%.

Mamão recua 10,9%

Entre as frutas, o destaque de queda foi o mamão, com redução média de 10,9%.

O produto ficou mais barato em 70% dos entrepostos monitorados.

A explicação está no aumento da disponibilidade tanto do mamão formosa quanto do papaya, principalmente pela ampliação dos envios do Sul da Bahia e do Norte do Espírito Santo.

A melancia recuou 3,24% e a laranja teve queda média de 0,95%.

Já a maçã avançou 2,72%, enquanto a banana encerrou agosto com valorização média de 4,32%.

Volume de frutas aumenta nas Ceasas

A comercialização de frutas nas Ceasas analisadas pela Conab cresceu 4,5% entre julho e agosto.

No mercado externo, frutas e hortaliças brasileiras também tiveram desempenho positivo. De janeiro a agosto, as exportações chegaram a 789 mil toneladas, alta de 10,6% sobre o mesmo período de 2025.

O faturamento alcançou US$ 1,01 bilhão, crescimento de 20%.

Os números fazem parte do 9º Boletim Hortigranjeiro da Conab, que acompanha preços e comercialização dos principais produtos vendidos nas centrais atacadistas brasileiras.

Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações da Conab

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