Chuva atrasa plantio da soja no Paraná; 47% da área está semeada

Excesso de umidade dificultou entrada de máquinas e provocou perdas localizadas, mas 93% das lavouras implantadas seguem em boas condições

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O plantio da soja da safra 2026/27 chegou a 47% da área prevista no Paraná, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), referente a 19 de outubro.

O avanço ocorreu em ritmo mais lento em várias regiões do Estado por causa do excesso de chuva e do encharcamento do solo, que dificultaram a entrada de máquinas nas propriedades.

Apesar dos problemas climáticos, a situação geral das lavouras já implantadas ainda é positiva: 93% estão classificadas em boas condições, 7% em condição média e menos de 0,5% em situação ruim.

Excesso de água provoca problemas pontuais

De acordo com o Deral, as lavouras de soja apresentam, em geral, boa germinação e bom estabelecimento das plantas. Em áreas mais afetadas pela chuva, no entanto, há registros de germinação desuniforme, desenvolvimento inicial mais lento e até apodrecimento de plantas.

O levantamento também aponta perdas localizadas por encharcamento, acúmulo de água, erosão e assoreamento.

Ventos fortes e episódios de granizo provocaram danos pontuais às folhas em algumas regiões, enquanto a baixa luminosidade também prejudicou o desenvolvimento das plantas.

Outro problema relatado foi a ocorrência de fungos associados à palhada de milho, atingindo plântulas e podendo reduzir o potencial produtivo em algumas áreas.

Com períodos de tempo firme ao longo da semana, produtores intensificaram o plantio e, em algumas regiões, chegaram a estender o horário de trabalho para aproveitar as janelas sem chuva.

Milho chega a 86% da área

O plantio do milho da primeira safra já alcançou 86% da área prevista no Paraná.

As lavouras implantadas apresentam majoritariamente boas condições, com 81% avaliadas como boas, 18% em condição média e 1% em situação ruim.

Segundo o Deral, o plantio está praticamente concluído em algumas regiões. Entretanto, o excesso de água, a baixa luminosidade e os ventos fortes têm retardado o desenvolvimento inicial em parte das áreas.

A preocupação é que a continuidade das chuvas possa atrasar a safra de verão e, consequentemente, reduzir a janela disponível para o plantio das culturas de segunda safra.

Feijão está 65% plantado

A primeira safra de feijão chegou a 65% da área semeada.

Do total implantado, 77% das lavouras estão em boas condições, 21% em condição média e 2% em situação ruim.

O plantio avançou principalmente durante pequenas janelas de tempo firme. A elevada umidade do solo, porém, tem favorecido doenças e dificultado tanto a entrada de máquinas quanto a realização dos tratos culturais.

Chuva também prejudica trigo e outras culturas

Nas culturas de inverno, a colheita do trigo chegou a 82% da área. O clima úmido tem provocado atrasos, perda de qualidade e redução do potencial produtivo.

Segundo o levantamento, há regiões onde o trigo colhido apresenta qualidade abaixo das exigências do mercado e casos em que a produção pode não ser suficiente para cobrir os custos da safra.

A chuva também causou problemas em culturas como arroz irrigado, batata, cevada, mandioca, frutas, hortaliças e tabaco.

No caso do morango e da uva, vendavais e granizo provocaram danos em estruturas de cultivo e parreirais. Na mandioca, foram registrados rompimento de terraços, erosão e acúmulo de água em algumas áreas.

Semana começou chuvosa no Paraná

Entre 13 e 15 de outubro, o Paraná registrou chuvas frequentes, principalmente nas regiões Oeste, Norte, Noroeste e Centro-Oeste.

A partir do dia 16, as precipitações perderam intensidade com a chegada de uma massa de ar frio e seco. Nos dias seguintes, o tempo mais firme permitiu a retomada de parte das atividades agrícolas.

Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações da Seab/Deral

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