O avicultor paranaense enfrenta uma combinação desfavorável entre preço do frango praticamente parado e custos de alimentação em alta.
Segundo análise do médico-veterinário Roberto Carlos Andrade e Silva, do Departamento de Economia Rural (Deral), o frango vivo foi negociado, em média, a R$ 4,73 por quilo em agosto.
O valor ficou 0,2% abaixo de julho e 3,9% inferior a agosto de 2025.
Milho e farelo sobem
Enquanto o frango perdeu valor na comparação anual, os principais insumos da alimentação avançaram.
O milho chegou a R$ 64,56 por saca de 60 kg, alta de 6,9% em 12 meses.
O farelo de soja atingiu R$ 1.973,53 por tonelada, crescimento de 17% na mesma comparação.
Poder de compra piora
A diferença entre o preço recebido pelo produtor e o custo da alimentação reduziu o poder de compra do avicultor.
Em agosto, foram necessários 227 kg de frango vivo para comprar uma tonelada de milho, contra 205 kg um ano antes.
Para adquirir uma tonelada de farelo de soja, foram necessários 417 kg de frango, ante 343 kg em agosto de 2025.
A piora na relação de troca foi de 10,7% para o milho e 21,6% para o farelo.
Carne também ficou mais barata
No varejo paranaense, alguns cortes recuaram com força em 12 meses.
O peito de frango caiu 15% e a coxa com sobrecoxa, 14%.
O Deral relaciona o cenário à maior oferta de carne, menor procura a partir da segunda metade de agosto, concorrência com outras proteínas e menor poder de compra das famílias.
Segundo o IBGE, 1,69 bilhão de frangos foram abatidos no Brasil no segundo trimestre de 2026, alta de 2,8% sobre o mesmo período do ano passado.
Fonte técnica: Boletim Conjuntural do Deral, Semana 37/2026, análise do médico-veterinário Roberto Carlos Andrade e Silva.
Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações do Deral/Seab e IBGE
