A genética do frango de corte ainda tem espaço para avançar, e parte desse ganho dos próximos anos já está definida.
A avaliação é de Vitor Brandalise, diretor da Cobb, que falou sobre “Nutrição e Genética no Frango do Futuro” durante o 16º Encontro MercoLab de Avicultura, realizado em Cascavel, no Oeste do Paraná.
Próximos 5 anos já estão desenhados
Brandalise destacou que a velocidade da evolução genética levanta até dúvidas sobre onde a avicultura poderá chegar nas próximas décadas.
“Nós não sabemos onde nós chegaremos, mas nós sabemos que os próximos 5 anos vão ser aqueles valores que eu mostrei para vocês ali.”
Segundo ele, os ganhos esperados envolvem avanços contínuos em características produtivas, entre elas produção de ovos e conversão alimentar.
“Por que eu digo os próximos 5 anos? Porque essa ave já está pronta.”
A afirmação mostra que o material genético que chegará à produção nos próximos anos já está dentro do processo de seleção e desenvolvimento conduzido pelas empresas de genética.
Genética exige nutrição cada vez mais precisa
Para Brandalise, o aumento do potencial genético também eleva a importância da nutrição.
Quanto mais eficiente e precoce se torna o crescimento das aves, maior é a necessidade de ajustar alimentação, manejo e condições de produção para que o desempenho previsto pela genética seja alcançado no campo.
O tema ganhou destaque no encontro porque o Paraná ocupa posição central na avicultura brasileira, especialmente na produção e exportação de carne de frango.
O 16º Encontro MercoLab reuniu especialistas brasileiros e estrangeiros para discutir genética, nutrição, sanidade, saúde intestinal e outros desafios da produção avícola.
Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações do 16º Encontro MercoLab de Avicultura e palestra de Vitor Brandalise
