O Paraná pode estar mais perto de recuperar um importante mercado para a carne de frango. O Sistema FAEP avalia como promissor o cenário para a retomada das exportações à União Europeia, após auditorias realizadas por técnicos do bloco em propriedades e frigoríficos brasileiros, inclusive paranaenses.
A avaliação ganhou força depois de o secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária, Cleber Oliveira Soares, afirmar que a União Europeia aceitou os protocolos sanitários apresentados pelo Brasil. A retomada, porém, ainda não está autorizada. O próximo passo é a divulgação do parecer europeu e a conclusão dos procedimentos necessários para reabrir o mercado.
Auditoria passou pelo Paraná
Entre agosto e setembro, técnicos europeus avaliaram sistemas de produção, processamento e fiscalização da carne de frango.
Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, o resultado das auditorias reforça a capacidade sanitária da produção brasileira.
“O Paraná é líder nacional na produção e exportação de frango.”
A entidade cobra agora rapidez nas etapas restantes para reduzir os impactos econômicos sobre produtores e empresas do setor.
Paraná tem milhões de dólares em jogo
O tamanho do mercado explica a preocupação.
Em 2025, o Paraná exportou US$ 382 milhões em carne de frango para a União Europeia, o equivalente a 118,7 mil toneladas.
Somando a carne bovina, o valor das exportações paranaenses ao bloco chegou a US$ 392,2 milhões.
Somente no primeiro semestre de 2026, antes do veto, o Estado já havia vendido cerca de US$ 224 milhões em frango para países da União Europeia.
Atualmente, o bloco representa aproximadamente 5% do mercado externo de carnes do Paraná.
Setor aguarda decisão europeia
O embargo está em vigor desde 3 de setembro.
Com a etapa de auditoria concluída e a informação de que os protocolos brasileiros foram aceitos, a expectativa agora se concentra no parecer europeu e em uma eventual autorização para a retomada das vendas.
Para o Paraná, maior produtor e exportador brasileiro de carne de frango, a decisão pode significar a recuperação de um mercado que movimenta centenas de milhões de dólares por ano.
Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações do Sistema FAEP
