Complexo soja rende US$ 5,2 bilhões ao Paraná e óleo dispara 68% em 2026

Estado exportou 11,67 milhões de toneladas entre janeiro e agosto; receita cresceu 13%, enquanto embarques de óleo de soja avançaram 48% em volume

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As exportações do complexo soja do Paraná movimentaram US$ 5,2 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, crescimento de 13% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Em volume, o Estado embarcou 11,67 milhões de toneladas, alta de 4% sobre os primeiros oito meses de 2025, segundo análise do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Os dados são apresentados pelo administrador Edmar Wardensk Gervasio, da Divisão de Conjuntura Agropecuária do Deral.

Óleo de soja tem o maior avanço

Embora represente a menor parcela do complexo soja, foi justamente o óleo de soja que apresentou uma das maiores expansões nas exportações paranaenses.

Entre janeiro e agosto, o Paraná embarcou 563,95 mil toneladas de óleo, contra 380,36 mil toneladas no mesmo intervalo de 2025.

Isso representa uma alta de 48% no volume exportado.

Em receita, o avanço foi ainda maior: 68% na comparação anual.

O resultado chama atenção porque o óleo responde por pouco mais de 1% do volume total exportado pelo complexo soja brasileiro, que também inclui o grão e o farelo.

China segue como principal destino

Historicamente, a China é o principal comprador da soja paranaense.

Segundo o Deral, o país asiático costuma adquirir aproximadamente 60% de tudo o que o Paraná exporta nessa cadeia.

A forte presença chinesa ajuda a explicar a importância do mercado externo para a formação da demanda pela soja produzida no Estado.

Além do grão, a expansão das vendas de produtos processados, especialmente o óleo, mostra espaço para aumento da participação de itens com maior agregação de valor dentro da cadeia.

Brasil exportou 111,7 milhões de toneladas

No cenário nacional, as exportações do complexo soja atingiram 111,7 milhões de toneladas nos primeiros oito meses de 2026.

O resultado representa crescimento de 8% em relação às 103 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2025.

Do volume total exportado pelo Brasil:

Soja em grão: cerca de 83%
Farelo de soja: aproximadamente 16%
Óleo de soja: pouco mais de 1%

Apesar de responder pela maior parte do volume, o grão divide cada vez mais atenção com derivados que podem ampliar o valor obtido pela cadeia.

Receita brasileira cresce 17%

Em valores financeiros, o complexo soja brasileiro movimentou US$ 47,54 bilhões de janeiro a agosto de 2026.

A receita ficou 17% acima do resultado registrado no mesmo período do ano passado.

O crescimento financeiro foi, portanto, superior ao avanço de 8% observado no volume exportado.

No Paraná ocorreu movimento semelhante: enquanto a quantidade embarcada aumentou 4%, a receita cresceu 13%.

O comportamento indica que, além da ampliação dos embarques, a composição e o valor dos produtos vendidos ao exterior tiveram peso importante no desempenho da cadeia.

Paraná ganha espaço também nos derivados

O avanço do óleo de soja coloca em evidência uma discussão importante para o agro paranaense: a possibilidade de agregar mais valor à produção antes de enviar o produto ao mercado internacional.

Com uma cadeia formada por produção agrícola, cooperativas, esmagadoras e indústrias, o Paraná tem participação relevante tanto na produção de soja em grão quanto na transformação da oleaginosa.

Os números dos primeiros oito meses de 2026 mostram que, enquanto o complexo soja continua aumentando as vendas externas, os derivados também ganham importância na geração de receita.

Fonte técnica: Boletim Conjuntural do Deral, Semana 38/2026, de 17 de setembro de 2026, análise do administrador Edmar Wardensk Gervasio.

Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações da Seab/Deral

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