Os sindicatos rurais no Paraná estão ganhando mais associados no Paraná. Na edição mais recente do projeto Sindicato Protagonista, desenvolvido pelo Sistema FAEP, o número de produtores vinculados às 105 entidades participantes passou de 12.690 para 14.511, crescimento de 14%.
O movimento ocorre em uma estrutura que reúne 163 sindicatos rurais no estado e oferece serviços que vão de assistência administrativa e jurídica a capacitações, emissão de documentos e representação dos interesses do setor agropecuário.
Sindicato vai além da representação
Para muitos produtores, a entidade também funciona como ponto de apoio para resolver questões do dia a dia da propriedade.
Há sindicatos paranaenses que disponibilizam mais de 50 tipos de atendimento, incluindo serviços contábeis e ambientais, emissão de certidões, locação de máquinas e equipamentos, além do acesso aos 259 cursos oferecidos pelo Sistema FAEP.
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destaca que a representação coletiva também permite levar demandas dos produtores ao poder público.
“Essa representatividade do setor garante que as demandas dos nossos agricultores e pecuaristas sejam ouvidas”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP.
Segundo ele, entre as pautas defendidas estão melhores condições de crédito, políticas agrícolas e valorização da atividade agropecuária.
De 48 para 390 hectares com apoio na gestão
Uma das histórias apresentadas pelo Sistema FAEP é a da produtora Carmen Lucia Soldan Martins, de Irati.
Ela chegou ao Paraná em 1994 sem experiência na atividade rural. Ao lado do marido, começou com gado leiteiro e milho para silagem.
Com o passar dos anos, a família ampliou a produção e passou também a cultivar soja e feijão.

“Fomos escalando muito. Começamos com 48 hectares de terras arrendadas e chegamos até 390 hectares”, relata Carmen Lucia Soldan Martins.
Segundo ela, o sindicato ajudava principalmente quando apareciam dúvidas administrativas.
“Sempre que a gente tinha dúvidas ou precisava de ajuda, recorria ao sindicato”, conta.
Entre os serviços utilizados estavam apoio no registro de funcionários, folha de pagamento e cálculo de tributos.
Informação também pesa na gestão da propriedade
Em Londrina, o produtor Everton Dutra, associado ao sindicato rural desde 2010, destaca principalmente o acesso a informações sobre legislação e questões trabalhistas.

“O sindicato sempre nos atualiza e mantém informados sobre o que está acontecendo na agropecuária, principalmente em relação a mudanças na legislação e rotinas trabalhistas”, afirma Everton Dutra.
Segundo o produtor, essas informações têm impacto direto na administração da propriedade, onde a família trabalha com soja, milho, aveia e criação de bovinos.
Capacitação chega a diferentes atividades
O produtor Pedro Jesuíno Lucin, de Paranavaí, está ligado ao sindicato rural desde 1997.

Atualmente dedicado ao cultivo de mandioca, ele já participou de cursos de mandiocultura, manejo de solo, irrigação, operação de tratores, manejo bovino e inseminação artificial.
Em Prudentópolis, Romildo Salanti, produtor de milho, soja, feijão e cevada, destaca justamente o crescimento das capacitações disponíveis aos agricultores.

“Hoje temos muitos cursos e treinamentos que fazem toda a diferença e ajudam muitos produtores rurais da região”, afirma Romildo Salanti.
União aumenta poder de negociação
Além dos serviços individuais, a estrutura sindical atua na representação coletiva dos agricultores e pecuaristas.
Isso inclui discussões envolvendo crédito rural, legislação, políticas agrícolas, relações trabalhistas e outras decisões que podem afetar a atividade dentro da propriedade.
O crescimento de 14% registrado entre os sindicatos participantes do projeto Sindicato Protagonista mostra que parte dos produtores paranaenses está buscando mais organização, informação e representação.
Para quem vive da atividade rural, a lógica é parecida com outras estruturas coletivas do agro: quanto maior a organização dos produtores, maior tende a ser a capacidade de levar demandas e defender interesses comuns.
Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações do Sistema FAEP
