A valorização da soja ganhou força no início de setembro, segundo o Cepea.
O movimento é sustentado principalmente pelas incertezas sobre os impactos do El Niño na safra 2026/27, pela maior demanda asiática pela soja dos Estados Unidos e pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio.
Produtor reduz oferta
No Brasil, produtores aguardam maior volume de chuva para iniciar os trabalhos da nova safra, o que tem reduzido a disposição para negociar grandes volumes.
A menor presença de vendedores ajuda a sustentar as cotações no mercado interno.
Exportação brasileira perde ritmo, mas bate recorde
A alta dos preços é limitada pela redução da procura externa pela soja brasileira, movimento considerado comum com a aproximação da entrada da safra norte-americana.
Mesmo assim, entre janeiro e agosto, o Brasil exportou 89,86 milhões de toneladas de soja em grão, recorde para o período.
Com clima, mercado internacional e geopolítica atuando ao mesmo tempo, o produtor entra em setembro acompanhando de perto preços e condições para o início do plantio da safra 2026/27.
Crédito da notícia: Conversa de Colono, com informações do Cepea/Esalq-USP
